Este sistema se inicia quando o glicogênio é armazenado no músculo e se transforma em glicose através do processo de glicólise e finalmente se transforma em 2 mol de ATP. Sem parar, o processo continua com a intervenção do ácido pirúvico, que em conjunto com as mitocôndrias das células musculares e o oxigênio obtido, cria mais células de ATP; Casarino (2004).

Quando ocorre a falta de oxigênio, uma parte do ácido pirúvico se transforma em ácido láctico, o mesmo se acumula nas fibras musculares após sessões de treinamentos intensos, onde existe uma exigência ininterrupta do músculo por mais de 10 segundos, assim, o ácido láctico é eliminado no sangue. Uma alta produção de ácido láctico irá promover uma dor muscular e fadiga intensa por vários dias; (Casarino, 2004).

Sendo assim, o sistema energético glicogênico láctico pode proporcionar cerca de 1,6 minutos de atividade muscular máxima, que somados aos 10 segundos do sistema fosfogênico, superam o tempo necessário para a execução de uma rotina compulsória de wushu executada a máxima potência e com duração entre 1,2 à 1,5 minutos, cita Casarino (2004).