Velocidade é a capacidade de um atleta desenvolver ações motoras em um percurso determinado e num menor tempo possível, menciona Zakharov e Gomes (2003).

Roig (1990?), afirma que os atletas de wushu deverão desenvolver dois tipos de velocidade dentro das suas periodizações de treinamento, sendo eles: velocidade de ação e velocidade de reação.

Zakharov e Gomes (2003), definem velocidade de ação como a capacidade física de um atleta em executar uma ação motora em um menor tempo possível, podendo a mesma ser realizada apenas uma única vez ou através de movimentos repetidos ou seqüenciados. Já a velocidade de reação refere-se à capacidade de reação a um estímulo em um menor tempo possível, menciona Weineck (1999).

A velocidade não pode ser definida como apenas uma capacidade de correr velozmente, mas, uma capacidade de coordenar, que é de extrema importância para a execução de movimentos acíclicos, como um salto ou um lançamento, e também para movimentos cíclicos como patinação, ciclismo, etc, afirma Weineck (1999).

Dantas (1998), afirma que além do fator genético, que tem uma grande influência no desenvolvimento da velocidade de movimento, devemos levar em consideração três fatores, sendo eles:

 

a) Amplitude de movimento,

b) Força do grupo muscular empregado,

c) Eficiência do sistema neuromotor.

 

Quando um destes fatores supera os outros, ocorrerá uma alteração na capacidade física se expressando de maneira diferente de acordo com a modalidade. Ao preponderar a amplitude do movimento, fará com que a velocidade provoque deslocamento através da repetição de movimentos cíclicos de membros, como na natação. Se a força for predominante, ela poderá ser observada em esportes que exigem força explosiva como futebol, boxe, etc. Sendo o mais importante, o sistema nervoso se apresenta nas expressões da velocidade onde pode-se observar a força de reação, podendo ser observada nos movimentos da esgrima, nas defesas do karatê, menciona Dantas (1998).

Dantas (1998), afirma que a pré disposição genética para a velocidade deve ser inata, ou seja, a pessoa já nasce com ela, pois fatores como a eficiência do sistema motor, a velocidade de condução do motoneurônio e a existência de um grande número de fibras glicolíticas dependem deste fator, tornando difícil desenvolver a velocidade a quem não a possua.

No entanto, através da especificidade do treinamento pode-se aumentar a freqüência da descarga neural e também a adaptação das fibras glicolíticas, promovendo uma semelhança no comportamento das fibras com as rápidas, cita Dantas (1998).