É a capacidade determinada pela liberação de grandes forças no menor tempo possível, afirma Barbanti (1994). Para Weineck, (1999), pode ser entendida por uma capacidade do sistema neuromuscular de movimentar o corpo ou parte dele, utilizando ou não objetos com uma velocidade máxima.

A força rápida pode se diferenciar entre os membros de uma mesma pessoa, um braço pode ter uma força rápida maior do que o outro. O sistema nervoso central controla a força rápida, sendo que alguns atletas possuem um programa mais rápido do que outros, e o treinamento de cada atleta influencia no seu desenvolvimento, menciona Weineck, (1999).

Os programas de processamento rápido se devem á condição de que impulsos rápidos são diretamente conduzidos ao músculo principal. O padrão de inervação é composto por uma fase de pré inervação, através de grande aumento da atividade principal, e também, através da ativação simultânea dos músculos principais que participam do movimento. A pré inervação promove uma melhor reação do fuso muscular, isto é, ocorre um aumento da elasticidade dos músculos, sendo assim, um forte aumento da atividade cria melhores condições para contrações rápidas, menciona Weineck (1999).

Os padrões de programas de processamento lento não oferecem um rápido controle do músculo principal, com a diminuição ou até mesmo ausência da fase de pré inervação, as atividades desenvolvidas apresentam platôs duradouros. Existe uma relação entre força máxima isométrica e velocidade de movimento, um aumento da força isométrica está relacionada ao aumento da velocidade do movimento, através da força isométrica, pode-se diferenciar se a força máxima influencia na força rápida, menciona o autor acima citado.

Um aumento de carga empregada promove um significativo aumento de força máxima para força rápida, uma flexão do cotovelo realizada com peso depende de 13% da capacidade da força máxima, enquanto a velocidade da flexão depende de 39%, cita Weineck (1999).

Segundo Weineck (1999), as fibras musculares do tipo ll, são as fibras de contração rápida, sendo que estas podem ser divididas em dois tipos: tipo llc e llb. A fibra do tipo llb tem um tempo de contração menor, e por este motivo, apresenta uma maior velocidade de contração, e também podem ser desenvolvidas a partir de um programa de treinamento.

A velocidade de contração das unidades motoras das fibras, o número de unidades motoras contraídas e a força de contração das fibras recrutadas influenciam no desenvolvimento da força explosiva. Por não depender de um rápido programa, a força explosiva passa a depender do nível de força máxima, afirma Weineck (1999).

Outros fatores que influenciam a força explosiva são a modalidade esportiva em questão e a metodologia de treinamento empregada, menciona Weineck, citando Duchateau 1992.

Segundo Roig (1990?), o desenvolvimento da força explosiva irá permitir que o atleta de wushu possa percorrer uma distância no menor tempo possível.